[{"Value":"","Discard":false,"Expires":9999999999}] Gestão de pessoas – Learn4ever https://blog.albertoclaro.com Cursos online na prática Wed, 18 May 2022 19:31:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 Endomarketing: o que é, sua importância e quem o faz acontecer? https://blog.albertoclaro.com/endomarketing-importancia/ https://blog.albertoclaro.com/endomarketing-importancia/#respond Sat, 10 Apr 2021 04:00:00 +0000 https://blog.albertoclaro.com/endomarketing-o-que-e-sua-importancia-e-quem-o-faz-acontecer/

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Sempre falo sobre marketing aqui. Pretendo agora falar um pouco mais sobre um tema que é extremamente comum e importante nas organizações nos dias de hoje, principalmente em momentos de trabalho remoto e equipes autogerenciáveis: o endomarketing.

O que é endomarketing?

O Endomarketing é uma estratégia que visa a aproximação, retenção e encantamento dos colaboradores de uma organização, que são os principais responsáveis pelo sucesso dela. Podemos afirmar que são as estratégias de comunicação pensadas e criadas para os colaboradores, mas com a intenção de que, com isso, eles sejam vistos como clientes internos da empresa, reforçando a imagem da marca. Já falei para vocês do Employer Branding aqui antes.

Basicamente é construir dentro do ambiente de trabalho uma imagem positiva para que  as pessoas que trabalham com você acreditem no que a sua empresa oferece. A ideia é que eles comprem a ideia da missão da empresa e dos seus produtos antes do cliente e consumidor final.

Quais os objetivos do Endomarketing?

Um dos objetivos do Endomarketing, também conhecido como Marketing Interno (apesar de alguns teóricos divergirem nisso), é reduzir o turnover, ou seja, o índice de rotatividade da empresa. Mas, mesmo tendo conceitos teóricos diferentes, Endomarketing e Marketing Interno são ferramentas que conversam entre si. Muitas vezes até se confundem. O objetivo em comum de ambas é melhorar a comunicação interna organizacional, além de certa forma trabalhar o branding para os funcionários. Por isso podem e devem ser trabalhadas juntas e de maneira coordenada.

Não tem nada melhor do que trabalhar em um ambiente que faça você se sentir acolhido e valorizado, o tão desejado emprego dos sonhos. Não é mesmo?

As ações devem ser realizadas em conjunto com a equipe de marketing, na elaboração das estratégias, e o gestor de pessoas ou liderança, que conhece mais do que ninguém cada pessoa da equipe e o que ela precisa e espera da empresa. Bom, espera-se isso.

Imaginamos que, no caso de empresas médias e grandes, o RH e a equipe de marketing trabalharão juntas no Endomarketing da organização. Mas não necessariamente esses departamentos precisam existir para que isso aconteça.

Empresas de pequeno porte não têm especificamente profissionais que cuidam apenas dessas áreas. O responsável por implementar as ações internas de marketing pode ser o próprio gestor. Ele também pode contar com a ajuda de colaboradores que dão suporte a ele diretamente. Caso exista uma vertical dentro do marketing da empresa, já é suficiente para implementar o Endomarketing.

Independente do porte das empresas e da classificação do setor que cuidará disso, os responsáveis devem entender os perfis pessoal e profissional dos colaboradores. Também devem conhecer as tarefas, papéis e comprometimento de cada um.

Juntos, eles podem traçar o caminho ideal para o marketing institucional interno.

Mas não pense que o Endomarketing é apenas uma ação isolada feita esporadicamente. É algo que precisa ser feito diariamente para poder surtir efeito na vida de toda a equipe. Além disso, fazer o uso de vários tipos de ações em conjunto pode alavancar ainda mais os efeitos desejados.

Após pesquisar e entender a visão que as pessoas têm da empresa e conhecer o perfil delas, é o momento de traçar as estratégias de acordo com essas informações coletadas.

Para vocês aqui indico algumas sugestões:

A organização deve focar em capacitação profissional, e com isso investir em cursos, workshops e auxiliar na conquista de certificações. Some a isso a implementação de um plano de carreira, pois todo profissional deseja crescer na carreira, por isso ter uma visão de onde ele pode chegar ajuda na motivação e no desempenho durante o trabalho.

Premiações ou bônus por metas alcançadas ou melhor desempenho mensal são estimulantes para quem atua na organização, pois se entende que a empresa valoriza o esforço e o trabalho da equipe. Mas essas bonificações precisam estar alinhadas com o perfil da sua equipe.

A grande dica é que o reconhecimento vai além de incentivo financeiro. Muitas vezes um simples elogio e agradecimento fazem uma enorme diferença na autoestima e motivação dos colaboradores. Com você não funciona?

Não se esqueça também de definir e avaliar as métricas dos resultados da equipe, para fazer os ajustes necessários e verificar quais ações podem ser melhor trabalhadas. Lembro: o que não se consegue medir não se consegue gerenciar. 

Não se esqueça de fazer pesquisas de satisfação e entender como está o feedback dos colaboradores em relação ao dia a dia da empresa. Isso também é essencial.

Ter uma equipe engajada e interessada em uma entrega de qualidade é fundamental para a perpetuação do seu negócio. 

Foque nisso!

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O que acontece quando “ser ótimo” não é suficiente? https://blog.albertoclaro.com/ser-otimo-nao-e-suficiente/ https://blog.albertoclaro.com/ser-otimo-nao-e-suficiente/#respond Sat, 13 Mar 2021 04:00:00 +0000 https://blog.albertoclaro.com/o-que-acontece-quando-ser-otimo-nao-e-suficiente/

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Quando comecei a dar aulas de marketing na universidade, há mais de duas décadas, usei este modelo (inspirado em alguns pensadores do  marketing) para explicar a criação de conteúdo, principalmente para a internet (lembro que comecei na web em 1994): RITE.

Vamos a ele.

  • R é Relevante. Você não quer confundir as pessoas.
  • I é Interessante. Você tem que fazer valer a pena seu tempo.
  • T é Tudo. Tudo pode uma gerar oportunidade
  • E pra Entreter. Torne-o animado para chamar a atenção e mantê-lo.

Nos primeiros dias, com uma web mais vazia, esse foi um bom começo. Se você fazia um bom trabalho, tinha a chance de se destacar e conquistar uma audiência. Organicamente.

Por volta de 2014, percebi que essas regras não se aplicavam mais. Você pode criar conteúdo RITE de forma consistente e ainda assim travar e não alcançar mais ninguém. A não ser que pague (impulsione) para que isso aconteça. É o ganha-pão das empresas de mídias sociais, né!

Mas naquele tempo, você só precisava de algo mais. Você precisava ser ótimo.

Na verdade, seu conteúdo precisava ser superior – o melhor em seu nicho. Se você não fosse o melhor nesta nova era de mídia infinita, você seria abandonado.

Então, acrescentei um S às minhas aulas – RITES, S para Superior.

Mas agora, em 2021, em tempos pandêmicos, isso também não parece ser suficiente.

Mesmo produzindo um conteúdo ou prestando um atendimento superior isso não é suficiente em um mundo que parece lutar contra nós.

Você também sente isso? Você está fazendo seu melhor trabalho e não está conseguindo seus objetivos?

Então o que seria isso?

Chegar a fazer algo bom é melhor do que ser simplesmente “ok”, mas pode não ser suficiente para se enfrentar situações de mercado mais competitivas, concorrentes que tenham maior força, consumidores e públicos cada vez mais exigentes, obtendo assim aquele padrão capaz de realmente fazer a diferença. Alguns chamam isso de extrapolar e encantar. Ou ser Excelente.

Então posso começar a usar o RITESE, E para Excelência.

Na hora de definir uma estratégia de posicionamento isso pode ser o diferencial entre o sucesso acima dos padrões e simplesmente uma ação para “atingir uma meta”. As marcas líderes são aquelas que perseguem de modo sistemático o excelente, não se contentando em simplesmente “fazer o dever de casa”.

A verdade é que o consumidor não deseja comprar algo nada mais ou menos. Ele prioriza produtos e serviços que vão além. Daí, se você é apenas razoável, se satisfaça em vender com preços baixos e conviver com vendas e lucros medíocres. Além disso, a ideia de ser apenas mediano vai impedi-lo de realizar seus sonhos.

Nos dias atuais, temos que exercer a perseverança. Claro que isso traz fadiga. Mas como sempre falo: se é muito difícil de se  fazer é para lá que eu vou. Temos urgência para concluir tarefas e fechar negócios apenas razoáveis. Parece que só conta a quantidade. Todos querem ser o maior, mesmo que não sejam os melhores. Mais seguidores, mais curtidas, mais, mais…

Minha experiência de décadas no marketing revela que muitas pessoas deixaram de alcançar o topo, pela falsa crença de que ser razoável é o bastante para fechar alguns negócios, alcançar as metas e ter um ganho suficiente para pagar as contas. O fato é que a organização que mantém pessoas assim em seu quadro, é conivente e, portanto, tão medíocre quanto elas.

Lembre-se que pessoas bem sucedidas não são razoáveis e sim excelentes no que se propuseram a fazer.

Pense nisso e ótima semana!

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Quatro estratégias úteis para obter foco e produtividade https://blog.albertoclaro.com/quatro-estrategias-foco-e-produtividade/ https://blog.albertoclaro.com/quatro-estrategias-foco-e-produtividade/#respond Sat, 06 Mar 2021 04:00:00 +0000 https://blog.albertoclaro.com/quatro-estrategias-uteis-para-obter-foco-e-produtividade/

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Busque um foco, pois ele gera impacto.

Comemoro cinquenta anos de vida em 2021. Dado o momento que vivemos e esse marco único de idade (afinal é meio século). Essa convergência de “fatores” me forçou a refletir sobre de onde vim, onde estou e para onde estou indo com minha vida e carreira. Isso me força a reavaliar minhas prioridades e me comprometer com a única disciplina que me ajudará a contribuir para algo maior. Essa disciplina é o foco (e produtividade).

Pessoas criativas criam. A demanda cria mais demanda. Mesmo em períodos de recessão a busca por alternativas aumentam nossa atividade. Em outras palavras, bons profissionais são movidos a produzir, por isso tendemos a deixar o trabalho se expandir para preencher todo e qualquer tempo de que dispomos. É a Lei de Parkinson ou o velho ditado que diz que o trabalho se expande para preencher o tempo alocado. Simplificando, a quantidade de trabalho necessária se ajusta ao tempo disponível para sua conclusão.

Precisamos de algo que nos ajude a descobrir quais 20 por cento de nosso esforço gerará 80 por cento de nosso impacto e resultados. Portanto, precisamos saber quando dizer sim e, mais importante, quando dizer não. A partir de agora compartilho com você quatro estratégias que uso para ajudar a atingir o foco, proteger a inovação e atrair apoio para minhas iniciativas.

Eu o encorajo a compartilhar essas ferramentas com sua equipe, especialmente os mais jovens e aqueles que você lidera ou orienta. E discuta onde você deve investir seu foco de agora em diante.

1. Defina o seu círculo de competência

 ]Vários profissionais desenvolveram metodologias para selecionar aquilo no qual colocam toda a sua energia. Por exemplo, para orientar seus investimentos, Warren Buffett desenvolveu o que chama de “círculo de competência”. Ele só investe em certos tipos de empresas que entende claramente seu funcionamento e isso lhe dá maior retorno em seu investimento.

Para obter o foco, escolha competir onde você tem a maior probabilidade de ganhar.

  • Qual é o seu círculo de competência?
  • Quais são as duas áreas em que você tende a gerar o maior retorno para você, sua equipe, sua empresa e seus clientes?
2. Alcance o foco através de “PICK” 

Dizer não a um único projeto é difícil para todos nós, líderes ou não. Dizer não à maioria dos projetos é muito mais difícil. Exige disciplina. Mas é importante você fazer o que deve, mesmo quando não quer. E não fazer o que não deveria, mesmo quando quer.

Uma das maiores ferramentas que adotei para avaliar o potencial de retorno dos projetos é o PICK Chart. Desenvolvido na Lockheed Martin como uma ferramenta enxuta de Seis Sigma, ele ajuda a analisar o retorno potencial de qualquer projeto em relação ao nível de esforço que um projeto exigirá. 

Veja como essa ferramenta orienta suas escolhas para ajudá-lo a obter o foco:

P (Possível – Possible) – Projetos neste quadrante requerem baixo esforço, mas oferecem baixo retorno. Esses são projetos de prioridade mais baixa apenas para momentos em que você tem recursos (tempo, dinheiro, etc.) sobrando. Trate os projetos neste quadrante como sua prioridade número 3 atrás dos próximos dois.

I (Implementar – Implement) – Projetos neste quadrante são sua prioridade número 1. Esses projetos são fáceis de implementar e oferecem alto retorno.

C (Desafio – Challenge) – Esses projetos exigem alto esforço, mas oferecem alto retorno. São a sua 2ª prioridade. Os princípios das melhores práticas dizem que você só deve implementar um projeto do quadrante C por vez. Portanto, escolha com sabedoria.

K (Matar – Kill) – Projetos neste quadrante requerem muito esforço com muito pouco retorno. A regra é engavetar tudo isso e focar nos outros quadrantes.

Fico continuamente surpreso com a quantidade de líderes inteligentes que são sugados por tentar fazer de tudo. Eles sucumbem a todas as tentações que vêm em seu caminho. Perceba:

Quais projetos atualmente estão nos quadrantes “Implementar” ou “Desafio”?

  • Quais não?
  • Qual é a hora de dizer não?
3. As Quatro Disciplinas de Execução

Depois de estreitar seu foco para os projetos que oferecem o maior impacto, recomendo usar as “Quatro Disciplinas de Execução” de Franklin Covey, também conhecido como sistema 4DX.

Funciona assim:

A – Escolha um objetivo extremamente importante – Defina seu objetivo usando esta estrutura: “Vamos (verbo) (métrica) de x para y até (prazo).” Esta é a sua medida de atraso.

Um exemplo de como isso pode ser lido é: “Aumentaremos nossa meta de vendas de $10 mil para $50 mil nos próximos 24 meses – até 31 de dezembro de 2022.”

B – Aja de acordo com as principais métricas que o movem de onde você está agora para onde você precisa estar e no tempo que quer – Considere a sazonalidade e outras variáveis que impulsionam seus negócios.

Novamente, use a regra 80/20 para se concentrar apenas no que gera a maior contribuição para o seu objetivo principal.

C – Mantenha um placar (Scorecard) – Capture e comunique suas métricas usando um quadro de pontuação que mostra de forma clara e rápida onde você está e onde deveria estar neste momento. Se feito corretamente, você deve saber se está dentro ou fora do caminho com uma simples olhada em seu placar.

D – Desenvolva um ritmo de responsabilidade – Comprometa-se com um tempo a cada semana para revisar seu placar e determinar o que precisa ser feito na próxima semana para obter ou manter o controle de suas métricas. 

  • Em qual objetivo extremamente importante você ou sua equipe devem se concentrar agora?
  • Como você saberá quando o alcançar?
  • Que marcos farão você chegar lá?
  • Como você irá mapear e monitorar seu progresso?
4. Abra espaço para a inovação

Quando você atinge o foco, também gera impulso. A desvantagem do foco extremo é que pode nos cegar para novas oportunidades e descobertas. Eu recomendo usar a regra 70-20-10 para superar isso. 

Funciona assim: dedique 70 por cento do seu tempo para sustentar o seu projeto principal. Estas são as suas operações básicas – o motor econômico do seu negócio. Invista 20% do seu tempo explorando novas oportunidades. Permita que 10% do seu tempo seja investido em desafiar e interromper os projetos que impulsionam seus 70%. A melhor forma de investir nesta área é co-criar e testar novos projetos com seus clientes ou equipe.

  • Quais projetos centrais representam 70% da sua semana?
  • Que ideias você teve que explorar e testar nos 30% restantes do tempo que você tem para investir?
Juntando tudo

Por duas décadas, coloquei toda minha energia profissional, enquanto professor, em entender certas coisas na área de Administração e Marketing. E, nesse processo, descobri que tenho que atrair atenção quando tento ajudar as pessoas, mas não quando estou fazendo as operações de marketing do dia a dia, por exemplo.

Em outras palavras, meu círculo de competência é incentivar, orientar, aconselhar e ativar outras pessoas. Quando estou operando fora desse círculo, minha taxa de sucesso é nominal, na melhor das hipóteses. Quando estou dentro desse círculo, as coisas tendem a dar ótimos resultados.

Portanto, quando olho de forma crítica para minhas idéias e projetos para cada ano, certifico-me de que aqueles que aparecem em meu gráfico PICK envolvem algum nível de mudança. Eu vejo quais projetos oferecem o maior retorno pelo esforço exigido. E eu escolho o que espero que sejam os grandes vencedores.

Com isso, defino uma única meta extremamente importante e começo o processo de métricas com um placar para garantir que estou no caminho certo.

E enquanto estou gastando 70 por cento do meu tempo nisso, vou dedicar 20 por cento do meu tempo explorando áreas adjacentes (como aprendizagem e desenvolvimento) e 10% do meu tempo tentando interromper algo que não está de acordo com o que eu gostaria.

Imagine como nossos produtos, serviços e inovações seriam melhores se mais profissionais pudessem se concentrar no que realmente importa em seu trabalho.

E como está seu foco e produtividade?

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People o quê? Termos da gestão de pessoas que você precisa saber https://blog.albertoclaro.com/termos-da-gestao-de-pessoas/ https://blog.albertoclaro.com/termos-da-gestao-de-pessoas/#respond Sat, 20 Feb 2021 13:23:00 +0000 https://blog.albertoclaro.com/people-o-que-termos-da-gestao-de-pessoas-que-voce-precisa-saber/

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Vez por outra gosto de passar para você alguns termos mais atuais da área de gestão. Desta vez optei pela Gestão de Pessoas, ou o bom e velho setor de RH (Recursos Humanos). Esses termos são importantes também para qualquer profissional que se preocupa com o desenvolvimento da sua carreira e das suas habilidades e competências. 

Sempre surgem novidades, portanto, para muitos de vocês se torna difícil estar a par desses termos. Mas estou aqui para dar uma mãozinha e disponibilizar termos que estão presentes nas rodas de conversa empresariais.

Muitos termos são tão recentes que ainda estão sendo utilizados no mercado pelo seu nome em inglês. Não sou adepto dos estrangeirismos, mas se trata de uma prática de mercado. E, com o tempo, acabam se incorporando ao vernáculo das empresas e das carreiras de muitos.

Vamos a eles?

A Inteligência Artificial (IA) (AI em inglês) é uma tecnologia que tem revolucionado inúmeros setores de atividade empresarial com um trabalho mais ágil e inteligente. Percebemos que ela é cada vez mais aplicada na Gestão de Pessoas como propulsora de estratégia de recrutamento e seleção mais apurada.

Agora é a vez de um sigla, a ATS (Applicant Tracking System), que se trata de  uma plataforma de recrutamento que junta em um único lugar todos os recursos necessários para analisar, selecionar e recrutar talentos de forma simples, rápida e baseada em tecnologia. Já se percebe que alguns deles utilizam tecnologia de IA.

Este termo pode ser mais conhecido? O Burnout, que é visto como um estresse avançado, configurando-se no esgotamento físico e mental do profissional ou de um time de trabalho. Este é um dos termos técnicos de Gestão de Pessoas bastante utilizado pela área em virtude da crescente discussão sobre saúde mental no trabalho, ainda mais em momentos pandêmicos como os que vivemos atualmente.
Quando nos referimos ao conjunto de medidas e normas que promovam o desenvolvimento de um negócio a partir das suas próprias diretrizes, nos referimos ao Compliance. Esse conceito facilita o diagnóstico de eventuais desvios ou inconformidades. As organizações precisam escrever suas políticas internas, normas de conduta e manuais de procedimentos de forma clara para que todos saibam seus limites, responsabilidades, direitos e deveres.

Chegamos a outro termo mais comum, mas super importante, a Cultura organizacional, que é o pilar institucional a ser seguido pela empresa, e que são aplicados em sua rotina. Costuma-se dizer que sem cultura não há estratégia que dê certo em uma organização. E a cultura determina o sucesso do que se planeja. Olho nela!

Fala-se muito sobre educação continuada para as pessoas nas empresas, então o termo E-learning trata da modalidade de ensino a distância por meio da internet e outros meios eletrônicos ou digitais. Hoje nas organizações também podem auxiliar na criação das trilhas de aprendizagem. Mas já percebemos a utilização do Deep Learning (DL) (aprendizagem profunda em português) que é uma tecnologia avançada que treina máquinas a aprenderem tarefas como seres humanos. Na mesma vertente que a IA, Deep Learning ganhará mais espaço nas estratégias da Gestão de Pessoas a cada dia.

Assim como a AI e DL, também influenciará o futuro do recrutamento nos próximos anos a Machine Learning (ML) (aprendizagem de máquina em português), que é outra tecnologia, que busca, a partir de estatística e algoritmos, ensinar máquinas a partir de padrões e experiências. 

Já a modalidade de uso das ferramentas online para o recrutamento e seleção de profissionais se chama E-recruitment. Um dos termos usados em recursos humanos com a chegada das soluções tecnológicas no setor. 

Aqui vai um termo que já foi tema de um artigo meu anterior por aqui: a Employee Experience. Cada vez mais, a retenção de talentos será um dos pilares em qualquer organização. Para tanto, o gestor de pessoas precisará investir em experiências positivas que engajem os seus colaboradores com a cultura organizacional e propósito. A employee experience é muito útil para isso e deve estar na pauta estratégica.

Sabe aquele termo que estamos ouvindo muito nos dias de hoje nos movimentos sociais, então o termo original veio da área de pessoas. É o Empowerment (ou empoderamento), que se refere à delegação de autonomia e autoridade aos colaboradores para que tomem as decisões e assumam mais responsabilidades.

Já falei aqui da experiência do cliente consumidor ou usuário, mas e da experiência do candidato à vaga de emprego? Conforme os processos seletivos ganham novas proporções e complexidade, os candidatos são também enxergados como clientes, a experiência proporcionada deve mudar drasticamente. Por isso, a experiência do candidato é um termo que deve ser acompanhado pela empresa. Possíveis insatisfações no processo podem afastar bons talentos e até prejudicar a imagem da marca.

Some a isso a jornada dos colaboradores e até dos candidatos à vaga de emprego. Ela é uma ótima metodologia para visualizar os vários estágios através dos quais não apenas o cliente (já falei disso aqui nos artigos algumas vezes), mas também como o colaborador se relaciona com a empresa e vice-versa, permitindo a identificação de pontos problemáticos e momentos críticos em que o feedback e melhorias necessárias.

Nesse processo de jornada identificamos a ferramenta Funil de recrutamento. Ele engloba todas as etapas da contratação de novos colaboradores, e é de grande ajuda na hora de identificar pontos de melhoria e ações que podem aprimorar as taxas de aquisição.

Headcount é a métrica que demonstra a quantidade de colaboradores em uma empresa. A partir dela e de suas variações, é possível construir uma projeção de crescimento do quadro de funcionários que acompanhe o desenvolvimento estratégico da empresa. Existem outros KPI’s (indicadores chave de desempenho) que devem compor um conjunto de métricas cada vez mais complexas. Tente entender quais são importantes para o seu setor de atividade.

É importante que a empresa possua Job Description ou a descrição do trabalho a ser feito. Um documento interno que afirma claramente os requisitos essenciais da vaga, seus deveres e responsabilidades, além das habilidades necessárias para desempenhar uma função específica.

A estratégia de atração de talentos se chama Inbound Recruiting. Ela deriva do marketing digital. Busca atrair os candidatos e nutri-los com conteúdos interessantes e pertinentes durante todo o funil de recrutamento. É uma estratégia que auxilia na construção da marca empregadora e no desenvolvimento de um Talent Pool engajado (falo desses dois termos mais à frente).

Nessa linha, o Onboarding é o trabalho de orientar e capacitar os colaboradores recém-contratados, para que assimilem rapidamente a cultura e estrutura da empresa.

Falei muito já sobre a marca de uma empresa ou de um produto. Agora vou apresentar outro tipo de marca: a marca empregadora que é o cartão de visita da sua empresa. Ela espelha a sua cultura e valores, e ajuda assim a recrutar talentos mais alinhados com o seu propósito. 

O Endomarketing, também conhecido como Marketing Interno, é uma estratégia que visa a aproximação, retenção e encantamento dos colaboradores de uma empresa, que são os principais responsáveis pelo sucesso de uma organização. A marca empregadora deve ser muito bem trabalhada nessa questão.

Dados estão com tudo, certo, por isso que a área de Gestão de Pessoas usa o People Analytics. Essa análise de pessoas é o método que utiliza a coleta, organização e análise de dados sobre os colaboradores de uma empresa com o intuito de aprimorar a gestão estratégica dessa área.

Recrutamento data-driven é a aplicação de dados na estratégia de aquisição de talentos. É de extrema importância que as decisões, nesse processo, sejam baseadas em fatos. Por isso, esse termo precisa estar na pauta de todo gestor de pessoas desde já.

Quando se trata de falar sobre a requalificação das habilidades de um profissional com o intuito de melhorar seu posicionamento no mercado de trabalho falamos de Reskilling. É importante tanto para quem busca por vagas como também para os colaboradores de uma empresa. E como você está trabalhando as suas habilidades, tanto comportamentais quanto ferramentais?

Já que se fala de métodos ágeis por aí, é importante que a organização possua um RH Ágil também. Ele aplica metodologias ágeis para que o setor torne-se mais orientado a resultados, melhore a qualidade das entregas e aprimore a agilidade dos processos. A discussão sobre esse tema tende a crescer muito, portanto, fique de olho.

Pessoas que são chamadas de Talent Advisor, são os profissionais que “extrapola a caixa” de recrutador e torna-se um orientador de carreira ou um mentor. Pode ser um grande parceiro.

Também conhecido como banco de talentos, o Talent Pool possui como princípio atrair os talentos para uma vaga que será aberta em breve em uma empresa. Vemos, atualmente, que essa estratégia se junta à nutrição e engajamento da base, nessa tem vários termos novos hein?).

Finalmente, chegamos ao Upskilling que trata da melhora das competências técnicas e habilidades interpessoais já existentes no profissional. Essa ação tem o intuito de aprimorar pilares e atua em conjunto com o reskilling e as power skills, igualmente fundamentais.

Espero que tenha contribuído para um melhor entendimento desses jargões da gestão de pessoas e para a evolução da sua carreira profissional. Faltou algum? Me conte.

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Employer branding e Employee Experience: ser uma marca empregadora e promover experiências aos colaboradores https://blog.albertoclaro.com/employer-branding-e-employee-experience-ser-uma-marca-empregadora-e-promover-experiencias-aos-colaboradores/ https://blog.albertoclaro.com/employer-branding-e-employee-experience-ser-uma-marca-empregadora-e-promover-experiencias-aos-colaboradores/#comments Sat, 24 Oct 2020 04:00:00 +0000 https://blog.albertoclaro.com/employer-branding-e-employee-experience-ser-uma-marca-empregadora-e-promover-experiencias-aos-colaboradores/


Estamos acostumados a ouvir que uma pessoa é ou não é empregável. E nos acostumamos ao termo “empregabilidade” no mundo empresarial. O termo “empregabilidade” é comum no mercado de trabalho para indicar o quanto uma pessoa é “empregável”, se fazendo uma análise de quais seriam as dificuldades ou facilidades para ela encontrar um nova atividade laboral, caso precise.

Mas você sabe o que é uma marca empregadora e experiência do colaborador? E por meio dela criar uma proposta de valor para seus colaboradores e atrair talentos que queiram genuinamente trabalhar para sua empresa?


Assista no YouTube


Já ouviu falar de Employer Branding?


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Employer Branding (EB) é uma expressão surgida nos anos 1990 e é hoje estratégia fortemente usada nos negócios mais inovadores, especialmente relacionadas a equipes de Recursos Humanos, Marketing e Comunicação de empresas de todos os portes e segmentos que se preocupam com seus ativos mais importantes: pessoas.

É o processo que envolve a construção e a gestão de uma marca empregadora forte, focada na reputação verdadeira e diferenciada usando-se promessas de valor consistentes, diante de candidatos às vagas disponibilizadas, de colaboradores e da sociedade como um todo, contribuindo assim para a atração e a retenção desses talentos. Vivemos um ambiente dominado pela disputa pelos melhores talentos do mercado, portanto, ter uma estratégia de EB é hoje o que pode proporcionar não apenas o sucesso, mas a sobrevivência das empresas em suas áreas de atuação.

Mas, mesmo com esse tema em destaque nas tendências de mercado, muitos profissionais e empresas ainda têm dúvidas sobre o que realmente é a gestão de marca empregadora e como começar a aplicá-la no dia a dia, de forma que ela contribua eficazmente nos resultados de negócios.

Usar essa estratégia ajuda a conseguirmos defensores internamente na organização (similar aos clientes leais). Isso gera uma reputação da marca como uma marca empregadora. Atrai talentos fundamentais para ganhos de escala e crescimento necessários nos tempos atuais.

Essa estratégia visa aumentar a satisfação dos colaboradores e os transformar em apaixonados pelo seu trabalho e pelo local (não físico somente, mas emocional) no qual exercem as suas atividades laborais.

O EB é importante para as organizações pois traz alguns benefícios tais como: produtividade, redução de custos, melhor relacionamento com fornecedores, melhor suporte para ações de marketing.

Portanto, de uma forma simples que eu descrevo aqui, você deve promover o valor da sua marca, engajamento e motivação dos profissionais que trabalham com você, além de um senso de pertencimento entre todos os colaboradores.

Já ouviu falar de Employee Experience?


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Nas organizações mais antenadas, já há algum tempo vivemos a era da UX — que é o conceito de User Experience e que nos ensina que não é o bastante criar um site, canais de e-commerce ou um app bonito. Essas plataformas também precisam ser fáceis de navegar, entregarem uma experiência de uso extremamente agradável para o usuário. Parece óbvio para um profissional de marketing, mas não é tão praticado assim. Apesar de vermos produtos sendo melhorados continuamente, ainda bem! Ainda assim, os atores da área da comunicação e até mesmo as marcas mais tradicionais precisaram repensar times e a sua estratégia virtual na tentativa de oferecer essa experiência memorável de navegação. 



Entendido o conceito? Então chegamos a um novo momento deste texto: a era da EX, a Employee Experience, ou experiência dos nossos colaboradores dentro da nossa empresa. O lado humano das organizações, seja no aspecto comercial, de comunicação ou no trato com as pessoas se destacou ainda mais neste momento de pandemia. Nas organizações, a preocupação com as pessoas alcançou status nunca vistos. 


Todos os aspectos que conhecíamos do trabalho presencial mudaram radicalmente e isso abriu a possibilidade das empresas e seus líderes repensarem a atuação e estudarem diferentes e inovadores conceitos de qualidade de vida que envolvem os times de trabalho. Colocar em pauta das estratégias de negócios a experiência dos empregados  é necessária para qualquer tamanho ou tipo de empreendimento. A experiência proporcionada por essas empresas que atrairá ou manterá as melhores pessoas para compor as equipes. E ninguém aqui discute o fato de que pessoas são o que tornam um lugar de trabalho especial (ou não).


Reprogramar a experiência dos nossos colaboradores significa ter a chance de repensar todo o modelo/fluxo de trabalho. Não digo que é fácil, mas também digo que é a oportunidade que pode trazer uma grande diferenciação para os negócios.


Em um formato onde cada um de nós pode trabalhar de onde bem entender (amo!!!), como manteremos a interação entre as equipes, por exemplo?  Novos arranjos físicos e tecnológicos, novas ferramentas e tecnologias, entre outras mudanças que estamos assistindo irão ser percebidos na experiência de cada um dos colaboradores ao exercerem as suas atividades e, em seguida, na relação deles com os clientes e, principalmente, nos resultados obtidos dessa interação. 


Resultados positivos com certeza!


Prof. Alberto Claro

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