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| Assista no YouTube https://youtu.be/hQOGdyTSAks |
Além disso, eles querem que as experiências online sejam personalizadas e humanizadas como o atendimento presencial. Atender a essas necessidades é um grande desafio para a sobrevivência de muitas marcas. Após analisar algumas pesquisas sobre o tema deixo aqui algumas dicas para o seu negócio ou atuação profissional.
O site de uma empresa deve se concentrar na experiência que oferece. Os consumidores querem ser capazes de se conectar facilmente com um atendente, seja por chat ou vídeo, mesmo que não haja loja física. Hoje, os consumidores acreditam que manter uma vitrine digital é mais barato para uma empresa para manter uma loja tradicional, e pagar mais pelos serviços/produtos lá oferecidos pode parecer uma afronta. Eles são muito mais propensos a comprar de uma marca que oferece troca ou devolução gratuita, frete grátis e envio rápido das mercadorias desejadas.
Simplicidade e usabilidade também são fatores-chave para o merchandising e conteúdo do site. Os consumidores estão cansados de passar tempo online: não os faça ter que procurar o que precisam. Se um atendente não está disponível, os consumidores aceitam conversar em tempo real com atendimento automatizado ao cliente, mas que tenha um ótimo script e o ajude a resolver as dúvidas. Eles também são mais propensos a comprar se puderem facilmente encontrar respostas para suas perguntas e ver avaliações de outros clientes.
Os clientes não estão mais dispostos a recorrer a marcas cujas experiências são caras e baseadas em tecnologia antiga. Eles se acostumaram com marcas centradas no usuário e não esperam nada menos.
Personalização não é apenas um conceito de marketing. Para os clientes, a personalização é mais do que apenas chamá-los pelo nome em um e-mail. Trata-se de oferecer uma experiência perfeita com base em suas interações anteriores com a marca.
A personalização deve ser uma união da vida online com o mundo real e serve para alavancar o digital para facilitar a vida das pessoas que esperam que as lojas ofereçam visitas mais rápidas e seguras. Quando estão na Internet, não estão apenas procurando uma conexão humana em tempo real, mas opções e dicas personalizadas para uma tomada de decisão.
Use os dados do cliente que você possui para personalizar suas experiências no futuro. Grande parte quer recomendações com base em suas compras anteriores. Mas também quer lealdade recíproca, esperando que as marcas os recompensem com promoções e preços especiais.
A empresa deve usar a personalização baseada em tecnologia para tratar da mesma forma os clientes online como são tratados em uma loja física. A tecnologia é um meio de atender às necessidades dos consumidores. Embora úteis para conhecê-los, os dados devem ser usados principalmente para melhorar as experiências dos clientes. Em um mundo onde os consumidores estão mais preocupados do que nunca com a privacidade e como seus dados são usados (lembra da LGPD?), demonstrar que a privacidade pode lhes dar uma experiência útil e positiva é essencial.
Os consumidores não procuram mais navegar em sites. Agora que tudo é feito com um único clique e o tempo é inestimável, os consumidores estão interessados em produtos e serviços, não em um site. Eles querem ser capazes de escolher onde e quando investem tempo em marcas, e confiam naqueles que respeitam seu tempo.
Portanto, seu site ou aplicativo deve, acima de tudo, ser rápido e fácil de usar. Não atrase os usuários com interações demoradas ou interrompa-os com experiências deslumbrantes que atrasam o carregamento ou com navegação “nada inteligente”. Isso também se aplica aos pagamentos. As interações devem ser mínimas e o mais simples possível, já que as pessoas querem que o processo de pagamento seja rápido e fácil. Fluidez é a palavra da vez! Olha o PIX aí!
A pandemia abriu novos horizontes para marcas e consumidores. E não é temporário: nossos comportamentos estão mudando e o papel das marcas está evoluindo. Agora há uma oportunidade e a obrigação de repensar como deve ser a experiência que oferecemos aos clientes. Mais do que nunca, as marcas precisam implementar planos estratégicos focados na experiência do cliente.
E você, como está se adequando a isso tudo?
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| Youtube em https://youtu.be/jtsny5Hy5RQ |
Nesta época, tradicionalmente, eu escreveria um texto sobre como vejo as perspectivas do marketing para o ano que se inicia. Nestes tempos pandêmicos decidi demonstrar por que 2021 será o ano mais importante da história do marketing como o conhecemos.
desenvolver produtos e serviços
projetos inovadores
embalagens realmente sustentáveis
novas formas de se fazer distribuição
canais diferentes e alternativos
mensagens criativas mas verdadeiras
estratégia de conteúdo baseado em empatia e humanidade
confiança e colaboração
Se você acha que conhece seus públicos, pense novamente. 2021 é um momento para os profissionais de marketing e gestores de empresas serem humildes e se envolverem totalmente no “modo de ouvir”.
Estamos em um período em que o consumidor busca conforto, segurança e coisas que lhe são familiares. As marcas terão que se conectar desta forma com as pessoas, sejam elas consumidores/usuários ou não.
Estamos vivendo em um mundo maluco e buscaremos ícones reconhecíveis de um passado mais feliz. Comece prestando atenção em como o passado está sendo usado para se conectar aos consumidores hoje.
Em 2020, as notícias foram dominadas por doenças, hospitalizações e mortes (além da agitação civil, divisão política, desemprego e uma economia em perigo!).
Não tem sido dada atenção suficiente ao estresse e ao impacto mental da pandemia, que pode exceder os danos físicos a longo prazo.
Para cada pessoa que morre, há muitas pessoas que são lançadas em um estado de profundo luto.
Os medos pandêmicos estão amplificando comportamentos ligeiramente neuróticos.
Pessoas na linha de frente, como funcionários de hospitais, auxiliares de enfermagem, professores e profissionais de creche, estão estressados em níveis perigosos há meses.
Parte dos sobreviventes de COVID foi diagnosticado com ansiedade, depressão ou insônia – pela primeira vez na vida – por muitos dias após a infecção.
Muitos empreendedores viram seu pequeno negócio de sucesso desmoronar durante a pandemia. Muitas pessoas não conseguem ver seus pais idosos ou serem visitados pelos seus parentes queridos.
Isso gera muito estresse. Estresse de mudança de vida. Não é à toa que as pessoas estão pirando.
Gente, nosso mundo está prestes a explodir sob o peso de um ano de ansiedade. Isso é um problema de marketing? Sim, ele é.
Aqui está uma observação final para tirar proveito deste texto. É sobre relacionamentos e estilo de vida.
O que está acontecendo entre as pessoas por aí? É por causa do vírus. Eu tive isso. Portanto, tenho alguma imunidade. Não sei até quando. Nos próximos meses, mais pessoas estarão seguras quando a vacina for lançada e distribuída.
Mas, por enquanto, um grupo grande de pessoas não pode visitar suas famílias ou qualquer pessoa enquanto tenta proteger a si mesma e a sua própria família do vírus mortal. Outro grupo não está nem aí.
Portanto, a única opção, para o primeiro grande grupo, é viver e visitar seus entes queridos pela web. Vimos muitas cenas assim nas recentes festas natalinas e de final de ano.
Não consigo imaginar um cenário em que alguém que esteja lendo estas palavras não tenha alterado drasticamente seu estilo de vida para se tornar mais orientado para a web na forma de fazer compras, trabalhar e se conectar com as pessoas. A inovação de marketing vem de uma resposta a necessidades não atendidas e, meus amigos, existem MUITAS necessidades não atendidas agora! E surgem novas a cada dia!
Eu sou um forte usuário do LinkedIn para construir mais e melhores conexões profissionais. Presos em casa, muitos de nós estão perdendo a energia fortuita provocada por novas conexões aleatórias. Pense em como isso é profundo. Nosso mundo mudou tão drasticamente que até tenho que buscar a aleatoriedade por meio de um aplicativo!
Em 2019, a web era um utilitário. Em 2020 e além, a web é o nosso coração.
Se você observar as lições que o ano que passou nos deu, verá por que posso facilmente afirmar que 2021 será o ano mais significativo da história do marketing.
A pesquisa de marketing clássica mostra que as pessoas são criaturas de hábitos, comprando as mesmas coisas continuamente. Mas existem certas vias de ruptura pessoal – sair de casa, casar, ter um filho – onde os consumidores estão abertos a novos hábitos de compra.
Agora estamos imersos em um novo portal de oportunidades para o consumidor global. Quase todos os hábitos normais foram interrompidos e prontos para novos produtos e serviços.
Quando a pandemia começou, minha atitude era: “Só preciso aguentar até voltar ao normal”.
Agora sei que não há “volta ao normal”. Adotei uma nova mentalidade e me abri para considerar cada ideia, oportunidade, mudança e necessidade não satisfeita que é lançada em meu caminho.
Tenho a intenção de abraçar o caos. Ao entrarmos neste ano de mudanças e emoções avassaladoras, espero que você se junte a mim.
Em 2021, reescrevemos a história do marketing. Portanto, como você vai brilhar?
Me conte.
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| Vem 2021 com mais estratégia e menos improviso – YouTube |
Quando a pandemia nos atingiu percebemos que algumas coisas que fazíamos pararam de funcionar e surgiram outras oportunidades. Agora, terminando o ano, observei algo bastante surpreendente. Precisamos fazer ajustes permanentes no mundo dos negócios e desenvolver novas oportunidades com base na realidade mundial que está surgindo.
Triste? Um pouco. Necessário? Absolutamente. Algo mais permanente está se estabelecendo.
Acho que minha mudança mental é o resultado de conseguir aceitação – talvez este seja o estágio final em um processo de luto. Todos nós queremos 2019 de volta. Não podemos ter 2019 de volta. Isso não significa que não podemos ficar tristes com o que foi perdido, mas é hora de seguir em frente e abraçar o que está por vir. Vem 2021!
As áreas em que me atuo – educação universitária, consultoria estratégica e palestras – não estão temporariamente suspensas, estão sendo transformadas e eu também preciso me transformar. Algo assim acontece com você?
Mas antes, vamos só relembrar um pouco do que aconteceu em 2020: assistimos ao fato de que décadas aconteceram em semanas, culminando com a migração do consumo brasileiro para o digital. Paralelo isso aprendemos que dá sim para atuar em home office e isso trás uma nova perspectiva das relações de trabalho no Brasil pós-COVID. Como você está no meio disso tudo?
Aprendemos com a pandemia que dá para ter educação online (claro que com melhorias necessárias a serem feitas, mas como sempre falo, nunca nada está pronto) e também a se preocupar com a segurança na internet. Surgiu a LGPD.
Apaixonados pela transformação digital, os brasileiros têm procurado por produtos e serviços de startups como nunca. Além disso, novas conexões e mais fortes se formaram durante estes tempos.
Pense para 2021 com mais estratégia e menos improviso. Essa é minha grande dica. Com tantas lições que tivemos nos últimos meses, há coisas para pensarmos bem mais interessantes do que esperar o fim da crise que ainda está por aqui.
1. Desenvolva o seu lado CMO (Chief Market Office): O CMO tem como função ir além do que a prática do marketing das últimas décadas ensina, em que a comunicação, as estratégias mercadológicas, a definição de mercados e a gestão dos perfis de consumo se notabilizaram como suas atividades essenciais. Ele precisa incorporar muitas outras novas funções, responsabilidades e entregas, além de sofisticar ainda mais o que já fazia antes. Dentre essas tarefas está conhecer sobre logística estratégica e da distribuição física e/ou digital de produtos e serviços da empresa. Ser um gestor da performance cotidiana e, no mundo digital, em tempo real, das vendas da empresa. Precisa ser mais responsável na gerência de canais, bem como na jornada e conversão dos clientes. Pensar, gerir e otimizar os resultados de plataformas e práticas omnichannel; dominar ferramentas e plataformas tecnológicas de suporte a tudo isso; controlar sistemas de business intelligence para conhecer e atualizar de forma recorrente as velozes alterações de humor e comportamento do mercado para ajustar-se, também em tempo real, às transformações da sociedade e do público que se altera a todo o instante; e, finalmente, se responsabilizar pelos efetivos resultados da empresa como um todo.
Isso tudo transforma um profissional de marketing em um profissional de negócios. Ainda mais estratégico e vital para a empresa do que sempre. Um verdadeiro CMO.
A regra é prestar atenção para o fato de que as marcas podem e devem ser agentes de igualdade, equidade e inclusão daqui para a frente, mais do que nunca.
3. Entenda o futuro do marketing pós-pandemia: Percebemos mudanças profundas já atingindo nossa profissão, carreira e empresa, desde a forma como seus mercados operam, a forma como todos precisamos trabalhar, até o talento e as capacidades de que todos irão precisar para sermos eficazes no futuro (que é desde já). Com relação ao mercado, pesquisam mostram que os gestores precisam operar em um cenário onde o planejamento tradicional e os processos não atendem mais às necessidades do negócio.
Até organizações que já eram digitais antes da pandemia terão seus processos acelerados pela demanda dos consumidores. A velocidade de transformação apresenta armadilhas para algumas empresas, pois nem todas conseguirão desenvolver as competências digitais necessárias para continuar com os negócios. Como está a sua empresa ou carreira nessa tendência?
Os consumidores buscarão cada vez mais segurança e conforto, se voltando ao que conhecem e confiam. Para se adaptarem às mudanças externas, as empresas deverão promover mudanças internas, que exigirão novas maneiras de pensar e trabalhar. Os mercados estão exigindo inovação mais rápida e criativa. As mensagens com propósitos específicos e ações que as apoiam são mais relevantes do que nunca e a mudança voltada à execução de marketing dependerá ainda mais fortemente de dados e análises.
4. Tendências para a mídia: Está previsto o fortalecimento do marketing de influência, enquanto o e-commerce se integrará cada vez mais com as redes sociais (que serão verdadeiros portais de vendas, mais do que relacionamento). Parte da população, na base da pirâmide de consumo, ressignificou o tempo em casa e o convívio com a família e haverá uma valorização da televisão como ponto de encontro para interação social. Creio que o streaming será fundamental nesse período. Aplicativos de interação serão fundamentais também.
5. Marketing Digital: As marcas devem tornar-se agentes de transformação, principalmente nas suas plataformas de redes sociais, comunicando os seus valores e posicionamento social com conteúdo interessante, empático, humano e relevante nos seus feeds.
Além disso, o próximo ano reforçará a importância da humanização das relações. Personalizar as experiências online é e continuará a ser fundamental para as marcas que deverão estabelecer um diálogo atento e de confiança com o público. Desta forma, opções como os chatbots, conteúdos personalizados e segmentados de acordo com os interesses dos usuários (via e-mail, por exemplo), a criação de grupos privados e serviços de apoio ao cliente humanizados serão estratégicos.
A criação colaborativa também estará em pauta. Os meios de produção de conteúdo massificam-se, democratizando-se, com foco profundo em criatividade. Num momento em que até os influenciadores podem atingir saturação (se a autenticidade e proximidade com os seguidores não for cultivada), os usuários das plataformas de redes sociais se aventuram, cada vez mais, a ter um envolvimento criativo nas ações das marcas, das celebridades e dos próprios influencers.
6. Seja o profissional do futuro já em 2021: Profissionais admirados devem buscar soluções diferentes e pensar fora da caixa tradicional. Essa mentalidade deve ser inserida na carreira profissional e apresentar uma visão inovadora tornou-se essencial para se destacar no mercado como um profissional do futuro (desde já!).
Busque diferentes estímulos, consuma novas referências para adquirir conhecimentos para enaltecer o nosso poder de desenvolvimento pessoal e profissional. Não basta ter uma ideia, independentemente da área de atuação, mas colocá-la no papel é fundamental. Mãos na massa!
Disciplina e a capacidade de escutar e de integrar são habilidades importantes para se iniciar o pensamento inovador. Hoje sabe-se apenas o que deverá ser resolvido. O “como” você deve buscar. A habilidade de auto resolução e um trabalho mais autônomo com a cobrança por resultados é a tônica do momento. Estude métodos ágeis para melhorar nesse aspecto.
A inspiração para um novo negócio ou uma ideia genial pode surgir dos lugares mais inesperados: desde uma aula ou palestra até em uma simples conversa com os amigos. Portanto, exercite a criatividade. É importante sempre atentar-se aos acontecimentos em tempo real e saber quem são os criadores de conteúdo do seu setor e estar atento às opiniões diversas. Encarar outros pontos de vista é fundamental para que se possa analisar todos os lados de uma situação e encontrar uma solução inovadora. Diversidade e inclusão são fundamentais!
Mais algumas dicas: obtenha fluência digital estudando sempre e com isso desenvolva a sua criatividade, a capacidade de tomar medidas hoje e causar impacto que transcende os limites da função, unindo marcas e equipes, transmitindo um sentido às coisas e criando as conexões significativas que as pessoas buscam hoje.
Vem 2021!
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| Deixe que seus valores de marca conduzam seu marketing, não o contrário – YouTube |
Tenho ouvido bastante que empreendedores e líderes lutaram neste ano mais do que em qualquer outro. E me perguntam como podem sinalizar os valores de seus negócios por meio do marketing (ou tentar pelo menos).
Para começar, faça esta pergunta a si mesmo: Como gestor de uma empresa, como você navegou na pandemia, polêmicas socioambientais e se comportou em época de eleições? Você assumiu uma posição pública pessoalmente? Profissionalmente? Como empresa?
Quando as marcas assumem posições em questões sociais e/ou ambientais, isso pode oferecer grandes recompensas em termos de maior consciência da marca, lealdade, recrutamento de talentos e lucratividade. Mas isso traz riscos também. Se uma marca sinaliza um único indício de inautenticidade ou é percebida como incongruente com seus valores expressos, a reação de consumidores e ativistas pode ser devastadora.
Quando se trata de marketing baseado em valores, um dos piores erros que uma empresa pode cometer é usar o marketing para direcionar seus valores, em vez de permitir que seus valores direcionem seu marketing.
Se você está pensando ou já se dedicou ao marketing baseado em valores, saiba que é uma longa viagem através de um oceano tempestuoso. Portanto, é melhor você saber navegar nas condições que enfrentará. Dito isso, o destino e as descobertas podem valer a pena o esforço.
Tentarei ajudá-lo a pensar sobre os valores que impulsionam sua marca e negócios. No entanto, é só um começo, pois o tema é bem complexo.
Etapa de ação no. 1: Se você é uma empresa independente ou parte de uma grande empresa, os valores centrais de sua empresa estão na história da sua origem ou fundação. Volte e redescubra essa história.
O verdadeiro poder por trás dos valores que orientam algumas marcas vem da narrativa que elas estão construindo para outros seguirem agora e no futuro. Ou seja, como elas criam uma conexão emocional com o público para gerar mais engajamento com a marca.
Etapa de ação 2: Escreva exatamente a que narrativa futura sua empresa servirá. Como é trabalhar para tornar a vida das pessoas e/ou do planeta melhor?
Devido à imensidão e complexidade do mundo, usamos uma série de técnicas para entendê-lo. Uma dessas técnicas é o reconhecimento de padrões. A palavra para “padrão original” no grego antigo é a palavra “arquétipo”.
Por meio de seus estudos de pacientes psicóticos e outros, o psicólogo suíço Carl Jung identificou 12 arquétipos universais que se enquadram em um dos quatro grupos a seguir, ou o que ele chamou de “orientações cardeais”:
Aqueles que procuram se conectar com outras pessoas são socialmente orientados
Aqueles que buscam fornecer estrutura para o mundo são orientados para a ordem
Aqueles que anseiam pelo paraíso são orientados para a liberdade
Aqueles que procuram deixar uma marca no mundo são orientados para o ego
De acordo com Jung, cada um de nós tende a ter um arquétipo dominante que orienta nossa personalidade e visão de mundo. Claro, o mesmo se aplica às marcas organizacionais.
A seguir coloco os 12 arquétipos de marca de base junguiana categorizados por orientação cardinal:
O Homem Comum – ajuda os outros a se sentirem bem sobre quem eles são
O Bufão– ajuda os outros a se divertirem
O Amante – ajuda os outros a sentir e dar amor
O Cuidador – ajuda os outros a cuidar dos outros
O Governante – ajuda os outros a exercerem controle
O Criador – ajuda outros a criar coisas novas
O Inocente – ajuda outros a renovarem sua fé
O Sábio – ajuda os outros a entender o mundo
O Explorador – ajuda os outros a manter a independência
O Mágico – ajuda os outros a conseguirem a transformação
O Fora da Lei – ajuda os outros a quebrar as regras
O Herói – ajuda os outros a agir com coragem
Dentro de cada arquétipo estão os valores e a visão de mundo essenciais de uma marca. Você consegue relacionar uma marca do seu cotidiano a cada um deles? E a marca da sua empresa?
Etapa de ação 3: qual arquétipo seus clientes/consumidores diriam que sua marca incorpora? Os valores expressos em sua empresa são congruentes com suas operações, marketing e experiências do cliente?
O marketing baseado em valores existe há mais de meio século. Empresas foram fundadas em valores sociais e ambientais que transcendem o lucro e o crescimento. Para elas, o lucro era um meio de viver seus valores. Nunca foi um fim. Seus valores impulsionaram seu marketing. Seu marketing não direcionou seus valores. Para outras, é exatamente o contrário.
Ainda tenho dificuldade em descobrir os valores de muitas organizações que vejo por aí. Seus arquétipos também não são claros para mim e para o mercado. Se o marketing baseado em valores é algo que os clientes realmente valorizam, então por que tantas empresas não o fazem?
Bem, a verdade é que assumir posições públicas sobre muitas questões que estão na pauta da sociedade não é um caminho garantido para lealdade, crescimento ou lucratividade. Lucro e crescimento também são valores. Mas quando usamos a frase “marketing baseado em valores”, tendemos a nos referir a empresas que optam por ir além dos valores organizacionais auto-orientados em direção a valores sociais e/ou ambientais voltados para os outros.
Para fazer isso bem, comece com um entendimento claro de onde você veio, para onde está indo e se suas ações diárias são congruentes com a forma como os outros percebem sua marca.
Pense nisso!